Depois de ti
Jazem tulipasnas visceras da espera
fraca, minto sorrisos
escondo beiços dormentes
quietos
envelhecem secretas lembranças
Desvio desconhecidos olhares
guardo berros calados
arrasto braços sem abraços
enquanto sorvo inodoras flores
Tingidas
Socorre- me a lua
nas madrugadas vadias
iluminando a presença
da tua ausência que me veste
mostra-me o espelho
que me foge a vida
ainda encharcada de sonhos
No silêncio dos desejos
quieta
estapeio a realidade,
Estremeço
tento não sofrer, depois de ti
Amanhã não sei.

