Tribunal de opiniões
Por livres
e espontâneos desejos
permaneço
no silêncio que me credita
É escolha pensada
fonte de inspiração criativa
lâmina, casulo, defesa...
E resposta
Indiferente
caminho sem olhar para trás
Não me enquadro
em vitrines de aprovação
não me justifico
ao tribunal de opiniões
máscaras antigas
armadas de nãos
Antes de ser ouvida...
Martelos de sentenças
não me freiam
respiro o ar raro
da liberdade de expressão
em território de coleiras invisíveis
Quase pedra
não levanto a voz
silencio para que me ouçam
Suporto
mas não me reduzo
em molduras emprestadas
Não peço explicações
sobre a minha arte...
Eu as tenho.
Miriam Li/Braga
Afresco com grafite em pó
(135 x 85)
https://www.instagram.com/olharesdaminhaalma/























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