Mãos sujas de origem

Mãos sujas de origem 

Descasco o silêncio 
até confessar meus sonhos
versados a olho nu 
nas paredes inocentes
da memória 
da minha alma menina 

Uma multidão de silêncios
habitando o mesmo osso 

Berros calados ecoam 
correnteza de versos
a caminho do mar 

Minhas mãos 
sujas de origem ... 

Pó 

Revelam vestígios de mim
guardados
até encontrar o brilho
sobre o cal da incompreensão 

Do pó....sou pedra diamante. 

Miriam Li/Braga
grafite em pó/eucatex 
(100 x 70)

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