O beijo do beija-flor
O meu silêncio se cala para dizer
És tu!
o instante vivo
no meu olhar perdido
Derramado
no entardecer do mar extremo
no orvalho da lembrança bruta
na distância que não separa
o sol da lua
No beijo do beija-flor
abandonado
no desejo impiedoso de voltar
Silenciar é preciso
para que sonhos se reencontrem
é preciso não voltar
para que o desejo entre nós viva...
Inteiro
na quietude de lágrima calma
no silêncio da despedida
Infinito
na vastidão de um segundo
detido no poema silenciado
na carne crua
dos olhos do mundo.
MiriamLi/Braga
acrílica/MDF
(112 x 0,85)

