Crisálidas ao sol
O olhar não fala
atravessa o silêncio e diz
sou a poesia contida
nos olhos de quem me lê
Eu e tu
Sensíveis como crisálidas ao sol
Somos um só verso
um poema sem pele
pendurado
no instante em que me olhas
No teu olhar
não sei solidão
O tempo hesita
a sós somos este poema
em criação
sem origem, sem moldura
Sem fim no silêncio
onde a arte e a poesia
simplesmente acontecem.
Miriam Li/Braga
acrílica/carpete
(100 X 75)

