Mãos cheias de lua
Abro as cortinas da noite
acolho o silêncio
luminoso dos astros
alfabeto cadente
que risca e rasga o breu
Sob céus noturnos
com mãos cheias de lua...
Respiro
Erguem-se constelações interiores
perfumes antigos tropeçam
na tontura dos ventos
encharcam a minha pele...
Recolho abraços que adiei
Aconteço poesia
em versos tintos
pelas ruas do poema
despida de certezas
vestida
de olhares sobre tela
Meu olhar acende distâncias
caminhos
que não me levam embora
inventa janelas vazias de adeus
onde havia muro
calado.
Miriam Li/Braga
acrílica e verniz/ duratex
(90 x 60) em andamento...
60% preenchido.
Série com 15 quadros com esta técnica
que desenvolvi.
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